Crise Existencial
Eu não sei se os tempos tem passado mais rápido, ou se eu que passei a notar a passagem do tempo depois que completei 18 anos, ou se foi a morte do irmão L. e ver meus pais tão abalados achando que são os próximos a ir para a sepultura que me abalaram tanto. O fato é que: em 16 dias faço 21 anos. E o tempo não regride, pelo contrário, o tempo ruge!
Eu me arrependo de ter vivido os últimos 7 anos só pra mim, mas imagino que seja o natural da vida. Quando entramos no primeiro grau, contamos os anos conforme vamos nos formando na escola certo? "Eai, passou de ano?" "Passei" "Uffa! Eu também". E assim nós sabemos que se passou mais um ano.
Eu estudei praticamente sempre em período integral entre a 7a série e o 3° ano do ensino médio.
Meus pais trabalhavam integral.
Eu dei o trabalho que uma adolescente filha única poderia dar; algumas amizades, algumas festas, uns namoricos. Acho que o normal da vida né? Será?
Não sei.
Minha infância parece que acabou entre os 12/13 anos. Depois vieram as cobranças sobre estudos, pouco tempo pra passear, etc.
Não sei.
Eu sei que com tudo isso, me arrependo de não ter passado mais tempo com meus pais; apesar de acabar concluindo que as coisas não seriam assim.
Eles trabalhando integral; eu estudando integral; todos cansados.
O que me irrita é o "e se". E se eu tivesse passado mais tempo com eles? Ouvido mais eles? Valorizado mais o tempo com eles?
Não sei, e nem dá pra saber.
Achei um texto na internet sobre isso que eu gostei bastante. Vou publicar aqui.
"Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça, mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16… Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido."
Autor desconhecido


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