Amizade com o mundo é...
Inimizade com Deus.
Provavelmente, você, mentalmente completou esta frase sem muita dificuldade, visto que é um conceito amplamente divulgado dentro das reuniões, dos congressos e assembleias, bem como nas publicações.
"Adúlteras, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, quem quer ser amigo do mundo faz de si mesmo um inimigo de Deus." - Tiago 4:4
O livro Estudo Perspicaz das Escrituras vol. 1, sobre o termo "afeição" diz que: "O substantivo grego fi·lí·a (amizade) é encontrado apenas uma vez nas Escrituras Gregas Cristãs, no lugar em que Tiago adverte que “a amizade com o mundo é inimizade com Deus . . . Portanto, todo aquele que quiser ser amigo [gr.: fí·los] do mundo constitui-se inimigo de Deus."
Mas... O que é amizade?
Já temos uma dica: está ligada à afeição. Vejamos o que o sir Google diz sobre o assunto:
Já temos uma dica: está ligada à afeição. Vejamos o que o sir Google diz sobre o assunto:
Existem diferentes níveis de "amizade" ou afeição. Aqui nós podemos observar que vai desde se relacionar socialmente, até ter profundo apreço, camaradagem por algo ou alguém.
Então, diferentemente do que concluímos, ter amizade com o mundo não é simplesmente estar profundamente apegado à alguém ou alguma prática. Podemos incluir nessa lista não odiar alguma prática, ou "tolerar"...
Exemplos?
Aquela rodinha de pessoas, seja no trabalho ou na escola, que fazem piadas obscenas - piadas que você não conta, mas mostra todos os dentes quando escuta uma, sabe?
Ou... Aquela torcida interna que você faz pro cara largar a esposa chata e ficar com a amante bonita, simpática e cool na novela, sabe?
Ou quem sabe pedir pra Deus ajudar seu time a ganhar aquele campeonato... Sabe?
E quando você sabe que uma coisa não é da vontade de Deus, faz mesmo assim, e na hora de arcar com as consequências você se pergunta como Deus permite de você sofra... Sabe?
Você quis muito ter um amigo gay, e passa horas ouvindo as histórias dele sobre os "boys"... Sabe?
Acha um absurdo quem fala palavrão, mas se tocar um funk na rua sabe a letra de cor e salteado né... Mas o cântico da reunião se não abrir no APP fica no embromation... Sabe?
Mentalmente sugerir que tal fulano ou ciclano seriam melhores administradores do país... Sabe?
Pior ainda: ir para manifestações, afinal, você tem que fazer algo pelo futuro dos seus filhos né?
Exagerei nos "sabe", né? Mas existem mil e uma situações que podem ser citadas para exemplificar o que seja o tal "adultério" espiritual.
Quis mencionar sobre isso, no post de hoje, porque na reunião vai ser considerado o vídeo do congresso do ano passado, sobre Sônia que ficou desassociada por mais de 15 anos. Durante o vídeo ela diz que o problema não foi a criação que teve, mas sim o fato de não "odiar" o mal. Odiar significa literalmente:
Literalmente o contrário de ter amizade ou afeição. Viu só a intensidade que devemos sentir contra o que fere nosso "casamento" simbólico?
Da mesma forma que um homem ou uma mulher compromissados não olhariam para o lado para verificar se a grama do vizinho é mais verde, nós também devemos ter um firme pacto com nossos olhos, nossos ouvidos, nossa língua, nossa mente... De forma a nos fazermos fiéis à Jeová Deus.
Isso inclui aplicar - literalmente se necessário - as palavras registradas em Mateus:
"Ai do mundo por causa das suas pedras de tropeço! Claro, é inevitável que venham as pedras de tropeço, mas ai do homem por meio de quem vem a pedra de tropeço! Então, se a sua mão ou o seu pé faz você tropeçar, corte-o e lance-o para longe. É melhor para você entrar na vida aleijado ou manco do que ser lançado com as duas mãos ou os dois pés no fogo eterno. Também, se o seu olho o faz tropeçar, arranque-o e lance-o para longe de você. É melhor para você entrar na vida com um olho só do que ser lançado com os dois olhos na Geena ardente." - Mateus 18:7-9
O interessante nesse texto é que ele ressalta que inevitavelmente encontraremos pedras para tropeço no mundo, então não devemos nós nos infligir mais carga do que a que já temos que encarar diariamente. Isso sem falar que podemos levar outros a tropeçar por nossa conduta - ou pela falta dela.
E isso é algo que principalmente os desassociados que desejam voltar a ser associados devem inspecionar com olhos críticos. Nós temos a tendencia de absorver o que temos a nossa volta, como uma esponja. E no momento estamos excluídos da convivência com aqueles que podem nos encorajar e fortalecer. Com quem procuramos nos associar? Será que por levarmos o título de "desassociados" Jeová não liga mais pra nós, ou pras escolhas que fazemos? Nos tornamos invisíveis, é isso?
Pelo contrário. Para quem se encontra desassociado mas desejoso de voltar a ser membro ativo da congregação, essa é uma prova de fogo. Qual a qualidade do material que constitui sua fundação? Se não for firme e forte o suficiente você afunda de vez. Porque a solidão acaba se tornando um buraco mais profundo no poço, ao invés de uma mola que nos impulsiona para fora dele, já que se trata de restabelecer SUA relação com Jeová.
-
E o que dizer de ter amigos no mundo? Fora da fraternidade mundial de irmãos?
Essa pergunta é feita, principalmente por quem está desassociado. E vou falar mais sobre esse tema no próximo post.




Comentários
Postar um comentário