1. A fim de sermos livrados
Da morte e do pecado,
Jeová ao seu Filho amado
Mandou, pois quer nos salvar.
(REFRÃO)
Hoje, muda-se a cena do mundo.
Mas, com amor tão profundo,
Bênçãos Jeová nos dará.
2. Em volta, o mundo ruindo,
O seu sistema falindo;
Mas nós saudamos unidos
O Reino de Jeová.
(REFRÃO)
Hoje, muda-se a cena do mundo.
Mas, com amor tão profundo,
Bênçãos Jeová nos dará
Que saudade do antigo cântico 128!
Às vezes eu assisto ou leio notícias e meu mantra é esse cântico. Em especial o verso 2. Engraçado como algumas coisas marcam a nossa vida... Principalmente depois da onda de ataques terroristas ao redor do globo, eu tenho visto com tanta certeza o cumprimento de profecias. O congresso, pelo menos o último discurso, ressaltou muito esse ponto. Analisar as profecias que se cumprem agora, para podermos ter fé de que a palavra de Deus não volta à Ele sem retorno... E isso inclui coisas ruins e coisas boas.
Acontece de algumas vezes eu me ver pensando como as pessoas desse sistema - admito sem vergonha, afinal, sou imperfeita - eu olho em volta, vejo edifícios em construção, vejo projetos a longo prazo sendo feitos, as pessoas casando, indo a festas, bebendo, se divertindo... Não parece que a cada segundo estamos mais próximos da morte, e que existe um tumor dentro de cada um de nós chamado pecado, que nos limita, nos impõe uma ordem desnatural de descontinuidade. Parece que o mundo é assim desde sempre. Coisas boas acontecem e coisas ruins também. Vida que segue.
Meu pai mesmo é um ditador dessa regra desnatural. Outro dia, perguntei qual era o objetivo da vida dele. Veja bem, ele não tem nem sessenta ainda, e sua resposta foi a mais simplista possível: "Já cumpri meu objetivo. Tive você, comprei uma casa confortável. O que vier é lucro."
Apesar dessa resposta limítrofe, eu realmente acredito que é um assunto no qual ele prefere não pensar muito, afinal, que perspectiva alguem que não aceita a verdade pode ter?
Esse ponto é muito triste. Acredito que nós, testemunhas de Jeová somos mais felizes e leves por isso. Estamos aqui só de passagem. Estamos numa longa viagem, e viagens são cansativas. Eu mesma quando faço isso só penso em dormir depois. Passei a encarar os mortos assim; ficaram muito cansados da viagem e, foram repousar, já já eles voltam.
Esse ponto é muito triste. Acredito que nós, testemunhas de Jeová somos mais felizes e leves por isso. Estamos aqui só de passagem. Estamos numa longa viagem, e viagens são cansativas. Eu mesma quando faço isso só penso em dormir depois. Passei a encarar os mortos assim; ficaram muito cansados da viagem e, foram repousar, já já eles voltam.
Eu deixei o post salvo nos rascunhos ontem para continuar depois e adivinha quem perdeu o fio da meada? A própria.
Mas, hoje a crise já é outra. A crise é a crise do estrago as coisas. Engraçado né, logo eu, cursando psicologia to com a mania de estragar as coisas e as pessoas. Talvez minha mãe tenha razão, preciso ser mais contida.
As pessoas não tem a obrigação de suportar essa enxurrada que é ser eu. Eu não aprendi a ponderar ainda, não sei ser pela metade. As vezes isso me incomoda muito. Parece que sempre há um conflito a ser resolvido. Não sei deixar as coisas fluírem; ou de repente elas fluem demais de mim, e eu preciso rete-las melhor. Causo péssimas primeiras impressões, ótimas segundas e terceiras. Sou meio - completamente - apavorada, tenho a mania de confiar nas pessoas, e de me frustrar muito fácil também, porque obviamente ninguém tem a obrigação moral de agir como eu. É estranho não encontrar alguém capaz de abraçar o sol. No caso, o sol sou eu. Quente, forte, intensa.
Não estou me achando, estou fazendo uma comparação o mais palpável possível.
Tenho dificuldade de encontrar alguns limites. Se o sol chegar um pouco a mais perto da terra, morremos queimados. Se ele se afastar um pouco, morremos congelados..
Será que eu sou capaz de encontrar o equilíbrio?


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